05 Diva (nº 05)Juliana Notari

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Obra:  05 Diva (nº 05)
Artista: Juliana Notari
Técnica:  
Fotografia I Edição 2/5 + 2PA técnica  Pigmento mineral sobre papel algodão
Dimensões:  110 x 165 cm
Sobre o artista
JULIANA NOTARI Recife, PE, 1975. Artista, doutoranda e mestre em Artes Visuais pelo PPGARTES/UERJ, é graduada em Artes Visuais pela UFPE (2003). Nos últimos seis anos vive e trabalha em Belém, PA, Rio de Janeiro, RJ e Recife, PE. Artista e pesquisadora na área de Artes, trabalha com as mais diversas linguagens (instalações, performances, vídeos, fotografias, desenhos e objetos) com abordagem multidisciplinar. A sua pesquisa visual tem criado um corpo de trabalhos que encaram suas singularidades, transitando por entre a biografia, o confessional, a catarse ou práticas relacionais. Com ênfases e modos de operação diversos, traumas, desejos, fantasias e medos são recolocados em suas obras instaurando relações entre subjetividades que, por sua vez, configuram o eixo central da obra da artista. Notari participou de exposições nacionais e internacionais, recebeu prêmios, realizou residências artísticas e possui trabalhos em coleções públicas e privadas. Dentre os quais podemos destacar: artista finalista do 7º Prêmio Marcantonio Vilaça, 2019, nomeada para o Prêmio PIPA 2018 e 2019; Prêmio do Salão Arte Pará em 2014; Prêmio Funarte – Mulheres nas Artes Visuais em 2013; Prêmio Bolsa de pesquisa no Salão de Arte Contemporânea de Pernambuco em 2004. Suas principais exposições individuais incluem: “Desterro: enquanto eles cresciam”, Museu da Cidade do Recife (PE, 2016); “SORTERRO Cap. 5”, Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães – MAMAM (Recife, PE, 2014); “Rire pour Moi, 2009, Galeria da École Supérieure d’Art d’Aix-en-Provence (França, 2009); “REDENTORNO, Galeria Vicente do Rêgo Monteiro, Fundação Joaquim Nabuco – Fundaj (Recife, PE, 2008); “Diário de Bandeja” Galeria Amparo 60 (Recife, PE, 2008); “Symbebekos”, Galeria Fayga Ostrower, Funarte (Brasília, DF, 2004). Das exposições coletivas destacam-se: 37º Salão Arte Pará [Artista Convidada] – Museu UFPA (Belém, PA, 2018): “Bienal Del Sur: Pueblos en Resistencia”, Museu de Belas Artes de Caracas (Venezuela, 2015); “Transperformance 2 – Inventário dos Gestos”, Oi Futuro Flamengo (Rio de Janeiro, RJ, 2012); “Metrô de superfície”, Paço das Artes (São Paulo, SP, 2012); “Festival Performance Arte Brasil”, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM (Rio de Janeiro, RJ, 2011); “Tripé/Escrita”, SESC Pompéia (São Paulo, SP, 2010); “Rumos Itaú Cultural de Artes Visuais (São Paulo, SP, Rio de Janeiro, RJ e Salvador, BA, 2009); “Territoires Transitoires”, Palais de la Porte Dorée (Paris, 2005); “O Corpo na Arte Contemporânea Brasileira”, Itaú Cultural (São Paulo, SP, 2005). Possui trabalhos em acervos particulares e institucionais, a exemplo do Museu de Arte do Rio – MAR (Rio de Janeiro), Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães –MAMAM (Recife,PE), Coleção do Banco do Nordeste – CCBNB (Fortaleza, CE), Fundação Rômulo Maiorana (Belém, PA), Museu da Universidade Federal do Pará (Belém, PA), Fundação Cultural GUEES (Los Angeles, EUA). 

Sobre a obra 
Diva, 2021 Numa terra arrasada pela monocultura do açúcar e seus traumas sociais – as terras da Usina Santa Terezinha, desde 2015 transformada em Usina de Arte (no município de Água Preta, em Pernambuco) –, Notari abre outra ferida. Diva, uma prospecção-buraco-escultura de 33 metros de comprimento, abcesso que dar a ver a violência histórica sobre os corpos femininos e que seguem sendo cotidianamente feridos de muitas – e, a depender de sua cor ou gênero, de distintas e assimétricas – maneiras, assim como o corpo de Gaya, a nossa Mãe terra. Além destes corpos, Diva traz à tona os traumas coloniais imensuráveis que, contra a invisibilização, seguem lutando por reparação. Enquanto ferida, a própria Diva segue reencenando – posto que revira feridas abertas – as desigualdades raciais sobre as quais se assenta o Brasil, sintoma de um campo da arte que, tal qual outros âmbitos da sociedade, historicamente exclui corpos não-brancos”

 

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